Tenha Cuidade de Como Vives

1 Reis 3:3-14; Salmo 34:1-18; João 6:43-58; Efésios 5:15-20

Rev. Chrístopher Harbin, Central Baptist Church—Lowesville, VA

16 de agosto de 2009

Nós batistas tivemos origem nas preocupações de conversão pessoal. Defendemos o princípio do direito e responsabilidade do indivíduo em chegar diante de Deus, sem depender de outro senão Cristo. Entendemos que nos apresentaremos diante de Deus para prestar conta de nossas vidas pessoalmente. Defendemos que não haverá nenhum mediador para esse prestar de contas, mas nos postraremos ante o trono do céu a sós. Foi distinção marcada com a norma teológica nos 1600's. A Igreja Católica dizia que só ela controlava as chaves do céu. A Igreja da Inglaterra fazia o mesmo reclamo de autoridade sobre o indivíduo. Fomos bem na nossa posição, mas por vezes há necessidade de recuperar de uma tal enfoque impulsionado. Se não formos cuidadosos, os bons princípios sobre os quais construimos a nossa vida tornam-se preocupações teologias excessivas e levam-nos longe da base sólida da qual começamos.

Certamente, você também deve ter ouvido o evangelho reduzido a um único momento numa vida. Ouvimos tal na televisão e talvez na igreja ou num servíço fúnebre. Desde o dia de um movimento de reavivamento varrer os E.U. no Grande Despertar, fomos tentados a reduzir o evangelho de Jesus Cristo a um único evento identificável—um momento em que um entrega fidelidade a Jesus como Senhor e Salvador. Faz para uma fácil apresentação. Facilita um sistema de contagem de conversões e nos assegura que estamos fazendo nossa parte no evangelismo. Também torna mais fácil falar da nossa prezada doutrina Batista, a qual chamamos a "Segurança do Crente." Infelizmente, não quer dizer que fizemos um bom trabalho na nossa síntese.

Há muito mais no evangelho do que uma decisão tomada num momento singular. Há algo mais em relação a uma vida que anda em conjunto com a decisão singular. É o que chamamos de discipulado. Pode, efectivamente, ter um ponto inicial identificável, mas o discipulado é muito mais do que uma oração e uma declaração e de conversão. É mais do que seguir com uma submersão em água que identificamos como batismo. Inclui o compromisso de uma vida através de serviço e submissão a Deus.

A Bíblia está cheia de histórias de pessoas que fizeram decisões, tanto boas e más. Alguns começaram bom caminho o qual mais tarde abandonaram. Certas histórias começam com um personagem opondo-se aos planos de Deus, mais tarde aceitando a ordem melhor da direção divina. Alguns fizeram boas decisões, enfrentaram momentos de crise, e voltaram a uma submissão e confiança em Iavé. A maioria são simplesmente uma mistura. Todos se encontram em necessidade da graça divina.

A história de Solomão começa de forma digna. De passagem , há certa crítica de sua relação com Deus, mas ele começa com o pé certo. Ele vem a um altar reconhecido para fazer sacrifícios, aparentemente esperando incubar uma benção reveladora de Iavé. Samuel tinha passado pela rotina de incubação em sua infância. Agora vem Salomão ao lugar elevado, oferecendo milhares de sacrifícios e dormindo diante de Deus na espera de uma experiência reveladora especial. Tal como no caso de Samuel, Iavé digna-se a oferecer uma resposta graciosa a Salomão.

Deus oferece bênçãos que Salomão não pediu, apesar de que Salomão não seria fiel ao longo de sua vida. Salomão foi fiel em relação a alguns, mas caiu abaixo dos padrões do ideal divino. É com graça, no entanto, que Deus responde a ele, oferecendo mais do que Salomão procurou. Há pontos em que Salomão já está errando o alvo. Haverá mais por vir, no entanto, quando ele começa tomando esposas de terras estrangeiras para estabelecer alianças políticas. Estas mulheres trariam maior idolatria em Israel, poluindo ainda mais a paisagem religiosa. Mesmo assim, Deus estava disposto a lidar em graça com Salomão.

De uma perspectiva das negociações futuras de Salomão, Israel podia ver o dilema na bênção de Deus. Ele construiu um grande templo a Iavé, mas permitiu a prática de idolatria entre suas esposas estrangeiras. A decisão momentânea de seguir a Iavé não reflectia plenamente na sua vida. Exigia-se mains—havia uma norma que ele não atingia. Estava muito contente e confortável com uma declaração de pertencer a Iavé e falhou em seguir a declaração com o serviço de sua vida.

Quando Jesus falou de fé, os evangelistas geralmente utilizara um verbo grego em tempo presente para expressar seu significado. Jesus fala de confiar. A força do verbo aqui não é a ação de um ponto no tempo. É a força de uma ação que segue o seu rumo. Alguns sugerem que suas palavras devem ser traduzidos por "continua crendo" ou "continua confiando".[1] Não é suficiente reivindicar uma decisão. Um relacionamento exige o relacionar. O chamar a alguém "Senhor" exige submissão a seguir à vontade do Senhor com a vida. Para ter Jesus como o pão e a carne que comemos é ser transformado por aquele que nos dá a vida. Trata-se de permitir que Jesus viva através de nós, em caráter, palavra e ação.

Paulo abordou esta questão de relacionamento e confiança a partir da perspectiva de avaliar as práticas da vida. Se chamamo-nos fiéis e cristãos, devemos construir nossas vidas sobre o exemplo e caráter d’Aquele que alegamos ter aceitado como Senhor. Paulo segue falando sobre os efeitos do álcool sobre as nossas acções. Muito álcool pode reduzir as nossas inibições e afectar as nossas decisões. Ela altera a forma pela qual nos deslocamos e processamos informação. Ela afeta a nossa interacção com outros. Enquanto Paulo não diz que devemos evitar vinho, ele diz que devemos ser influenciado nesse sentido pelo Espírito de Cristo, e não algo tão simples como o álcool.

O missionário batista Hudson Taylor, dizia que ser crente tinha impacto sobre a vida das pessoas ao nosso redor. Ele questionava seus ouvintes sobre se o seu cristianismo fezia aqueles que viviam à sua volta felizes. Ele não estava tão preocupado com quanto nos faz feliz a nós, mas como a minha fé faz feliz aos demais. A vida com Cristo deve infectar e afetar a maneira que interagimos uns com os outros, incluindo os nossos animais domesticados. Se nossa fé não tem esse impacto, qual é seu vaor real?

Podemos falar e cantar o dia todo da graça, amor, fidelidade e perdão de Deus. Podemos declarar ter aceito a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Até que se altera a forma na qual nos relacionamos um com o outro, Cristo ainda não começou a viver em nós. Podemos ter doutrina, teologia, hinos e os padrões de adoração todas corretas, mas o evangelho não é sobre taiss, tanto como que permitimos que Jesus Cristo viva através de nós, oferecendo por nossas vidas o mesmo caráter de graça e amor que Jesus compartilhou com as pessoas dois milênios atrás.

Que proveito é o amor, se não o vivemos? Que vale a nossa fé e doutrina, se não melhorarem a vida daqueles ao nosso redor? Que aproveita uma decisão de aceitar a Jesus como Salvador, se não nos transformamos em discípulos que dispostas a viver e morrer, como aquele que chamamos Senhor? "Portanto, não sejais tolos, mas entendam o que é a vontade do Senhor. Não se embriagueis com vinho, mas com o Espírito."

—©2009 Chrístopher B. Harbin

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1 Dale Moody, The Word of Truth. Grand Rapids, MI: Eerdmands, 1981.


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