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TheoTrek — A Journey with God in Discipleship | |
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Respondendo à Presença de Deus 2 Samuel 11:1-15; Salmo 14; João 6:1-21; Efésios 3:14-21 Rev. Chrístopher Harbin, Central Baptist Church—Lowesville, VA 26 de julho de 2009 Existem diferentes formas de responder à presence, vontade, e chamada de Deus a serviço. Às vezes procuramos a presença de Deus e sua vontade. Noutras ocasiões, corremos a esconder. Nos enjaulamos nas armadilhas de nossas inquietações mesquinhas e tentativas de protejer os nossos desejos, planos e sonhos da interferência de Deus. Às vezes, ficamos simplesmente surpresos ao encontrar a Deus em nosso meio, esquecendo nossas reivindicações de sua presença constante. O hebraico é uma língua interessante. Vários aspectos da sua gramática e construção parecem estranhos a partir da perspectiva do português. O verbo não tem indica tempo: passado, presente ou futuro. Inferimos questões de tempo a partir do contexto de um versículo, não da forma verbal. Há momentos em que o hebraico ignora por completo um verbo. Espera-se que comprendamos o sentido a partir do contexto. Às vezes, há que se trabalhar com tantas suposições que pode-se não ter certeza do significado específico. Salmo 14 é um bom exemplo. Tradicionalmente, lemos "O tolo diz em seu coração, ‘Não há Deus.’' Mais provável, porém, o versículo deveria ler-se como "O tolo diz em seu coração, ‘Não, Deus.’' Parece que aqui, o verbo não falta. Tal como o resto da passagem denota, o salmista refere-se àqueles que ignoram ou se recusam a seguir a vontade de Deus. É uma resposta comum frente à presença de Deus, se mesmo uma resposta tola. Em essência, foi a resposta de Daví a Deus, por ocasião de olhar a Betsabá banhando-se. Decidiu ignorar o que sabia ser a vontade de Deus e continuar com os seus próprios desejos. Um passo da vontado de Iavé o chamou a tomar um segundo passo, um terceiro, e ao longo do caminho a assassinar a Urias, esposo de Betsabá. O descenso de Daví rapidamente o levou do caminho de Deus, mas simplesmente começou por dizer "Não' a Deus. Havia muitas maneiras de racionalizar suas ações. Betsabá estava desfilando-se em público. Não se via muito preocupada com consequências da seu relacionamento impróprio com o rei. Como rei, no contexto socio-cultural, Daví tinha direitos sobre as mulheres do reino. Qualquer rei das nações vizinhas não teria refletido segundo vez sobre tomar a mulher de um sujeito. Daví, pelo menos, lidou com culpa e consciência. Ao mesmo tempo, sua culpa não foi suficiente para que voltasse e reconhecesse seu erro. Com o aviso de Natã, ele deu volta, mas não antes de tomar vários passos num caminho resultando em assassinato. Foi passo drástico para alguém conduzindo o povo pela vontade de Iavé, Deus de Israel. A multidão que Jesus alimentou com cinco pães de cevada e dois peixes tiveram uma reação um pouco diferente frente à presença de Deus. Eles queriam ter a Jesus, o seu milagreiro, e a torná-lo rei. Queriam uma solução política para questões de economia, alimentos, e a provisão de suas necessidades. Quem não gostaria de ganhar um rei que alimentaria as massas? Era tudo que eles anseavam. Poderiam deixar de lado as suas responsabilidades de trabalho e deixar que Deus cuidasse de suas necessidades por meio de um profeta milagreiro. Bênçãos de Deus sem qualquer custo, foi exatamente o que queriam! Jesus não aceitava nada disso, no entanto. Claro, ele estava disposto a alimentá-los nessa ocasião. Estava disposto a adoptar uma espécie de celebração da Páscoa com eles, lembrando aos discípulos da grande provisão de Deus. Ele não estava disposto, entretanto, a tornar-se pouco mais de um bilhete de refeição. Jesus estava pronto a servir a nação, mas não a ser reduzido a um rei fantoche para servir aos caprichos do povo. Essa noite da alimentação milagrosa, os discípulos encontraram outra forma de responder a Deus. Viram a Jesus andando por cima das águas tempestuosas em direção ao barco, e responderam com medo. O evento foi além de suas expectativas. Não era a forma natural do mundo. Não fazia parte de sua experiência normativa. Eles lutaram em responder ao que não parecia natural. Sua resposta foi medo. Quando Deus nos desafia com o inusitado—aquilo para o qual não estamos preparados—medo é uma resposta pronta. É um mecanismo de protecção. Recuamos daquilo que não entendemos. Afastamos para avaliar a ameaça e determinar o modo de proceder. Não demorou muito para os discípulos superarem seu medo quando Jesus falou com eles e reconheceram a quem os ensinava e confortava. Para chegarem a esse ponto, porém, tinham primeiramente que dar a Jesus a liberdade de agir além dos parâmetros das suas expectativas limitadas. Paulo fala de uma resposta totalmente diferente a Deus. Ele não encoraja-nos dizer "Não" a Deus. Ele não fala de responder em medo. Ele não fala de buscar soluções políticas em Deus, ou de olhar a Deus como um meio para fugir de nossas responsabilidades. Ele fala da presença interna de Deus que nos permite cumprir a vontade de Deus. Esta é uma mudança das respostas a Deus nos outros textos lemos. Na passagem de Daví e Betsabá, a atenção não estava em Deus, mas em Daví. Ele olhava seus desejos pessoais, empurrando Deus de lado para que enfocasse a si mesmo. Na alimentação dos 5000, os discípulos e a multidão não olhavam a presença de Deus. Eles enfocavam questões mundanas de alimentos, dinheiro, compras, trabalho e provisão de necessidades físicas. Deus era uma interrupção no foco das suas vidas. As questões não são muito diferentes sobre as águas tempestuosa do lago. Os discípulos temiam, não porque o seu foco estava em Deus, mas porque sua atenção foi colocada sobre si mesmos, suas expectativas, suas preocupações sobre perigo, sobrevivência, e responder ao desconhecido. Paul muda o foco para nós. Em vez de deter-se sobre questões pessoais, necessidades, desejos e ansiedades, ele ora para que enfoquemos a presença interna de Deus, com todo o leque de possibilidade que implica a presença de Deus. Esta oração não decorre isoladamente da vida real com seus problemas. O versículo anterior coloca a oração no contexto do sofrimento inerente ao ministério de Paulo pelos gentios e crentes efésios em particular. Em vez de refletir sobre a perseguição que forçou sua partida de Éfeso, Paulo olha a presença íntima de Cristo. Esta presença habilitava Paulo a ministrar e encarar as dificuldades da vida. É em responder à presença de Deus que Paulo espera que os efésios superassem a turbulência em suas próprias vidas. Tal como o salmista sugere, virar nossa atenção de Deus é um exercício tolo. Infelizmente, é uma prática muito comum. Damos tanta atenção a nós mesmos que ignoramos Deus, efectivamente, dizendo: "Não, Deus" ou mesmo por nossas ações, "Não há Deus". Se ignorarmos a presença de Deus em nossas vidas, que aproveita alegar fidelidade a Deus, ou mesmo a afirmar a sua existência? Para superar a insensatez de recusar a vontade de Deus e reconhecer a presença de Deus, temos de orientar a atenção de acordo com a oração de Paulo. Devemos olhar não aos nossos anseios, medos e preocupações, mas para as incríveis possibilidades abertas pela presença de Jesus Cristo. Na sua presença, somos habilitados a realizar muito mais do que se pode pedir ou imaginar. Será que estamos prontos para olhar a Cristo, em vez de questões menores que ignorariam a própria existência de Deus? —©2009 Chrístopher B. Harbin | |
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