Por Amor aos Caídos

2 Samuel 1:17-27; Salmo 92:1-4, 12-15; Marcos 5:21-43; 2 Coríntios 8:7-15

Rev. Chrístopher Harbin, Central Baptist Church—Lowesville, VA

28 de junho de 2009

Estava impura. Havia anos desde que podia participar em culto público, como estava barrada da sinagoga e do templo por impureza ritual. Não havia associação moral com esse estado. A sua impureza simplesmente definia que não era próprio para que participasse em culto público our relações íntimas. Vinha sofrendo com homorragias por doze longos anos. Por doze anos, qualquer pessoa que tocasse também se tornava impuro. Seria necessário que passassem o dia com purificação ritual para que pudessem mais uma vez ingressar ao cerne cúltico de Israel.

O sangue era um símbolo importante de vida e não a ser tratado sem importancia. Regulamentos impediam seu abuso em cúltos y práticas de fertiilidade e magia. Havia restrições no comer sangue em reconhecimento que a vida pertencia a Deus e Deus somente. A vida era um presente. A vida um empréstimo. Tomar do poder vital no sangue de outrem para acrescentar à sua própria vitalidade era um dos abusos do mundo de bruzaria e cultos de fertilidade. Era a prática de alguns, mas completamente tabu para Israel. A vida devia ser respeitada como um presente emprestado, não algo para abusar ou acumular. Seu sangramento a separava de culto, mais do que nada para evitar que Israel abusasse de sua condição em rituais de fertilidade ou ganhando acesso especial a Deus pela voz de seu sangrar constante.

Desde o sangue derramado de Abel, vemos descrições em Gênesis do sangue ter uma voz que podia ganhar o ouvido de Deus. Os sacerdotes de Ba’al no Monte Carmelo se cortavam para que a voz de seu sangue pudesse misturar com a do sacrifício, dando-lhes audiencia divina. Se compreendida que a vida habitava no sangue. Era abusado para ganhar poder sobre vítimas ou incrementar sua vitalidade. A menstruação era um tempo oportuno para abusar de mulheres cuja fertilidade estava em evidência. Regulamentos da Torá as protegiam de se tornarem objetos de abuso espiritual. Havia restrições parecidas referente a homens e contato com um defunto. Estavam desenhadas a distanciar tais práticas do culto a Iavé.

Cultos e rituais de fertilidade eram problemas perenes em Israel. Regulamentos para distanciar o povo de práticas de fertilidade mantinham essa mulher a distancia do resto do povo. Sua experiência fugia da norma. Sua proteção tornou-se em prisão. Era uma vida solitária. Mulheres já passavam dias do mês em isolamento. Contato físico com alguém sangrando extendia impureza ritual ao que a tocasse. Tocando sua roupa tinha o mesmo efeito. Mulheres periodicamente participavam em rituais de purificação para regressar à ordem social. Para essa mulher, não havía retorno. Dia trás dia, permanecia impura y distanciada de contacto com outros. Poderia bem ter sido leprosa.

Os curadores do dia haviam tentado remédios herbais, poções, rituais especiais e outras formas menos chamativos para resolver sua hemorragia. E enfermidade no seu corpo, porém, não respondia a qualquer tratamento oferecido. Quimioterapia possivelmente teria resolvido seus problemas, mas não era opção naqueles dias. Não havia tomografias para definir a causa de sua emfermedade. O único efeito does tratamentos era de sangrar seus recursos. Estava cortada do povo, sem dinheiro e sem esperança de restauração. A lei que protegia a maioria a tinha tornado uma exilada.

Então veio Jesus no quadro. Tinha começado seu ministério com todo tipo de senhais de curas e ensino referente à presença de Deus. Era obviamente um profeta. Ao lado de tantos na multidão a seu redor, ele determinou que ele era sua melhor chance de encontrar restauração à vida. Se alguém podia ajudá-la, era Jesus. Depois de tudo, ele vinha curando a muitos cujas situações era desesperançosas. O problema era como aproximar-se dele.

"Bom dia! Eu estou ritualmente inmunda," não era uma boa linha de abertura. Sua condição era humilhante. As multidões ao redor de Jesus temeriam contacto com ela. Poderia ser maltratada se soubessem de sua condição. Teria que aproximar-se a Jesus de alguma forma por meio da multidão. Como profeta, Jesus não gostaria tornar-se impuro, mas contacto com ela assim o faria. Obviamente ele deveria zelar por manter sua pureza ritual e preparo para culto mais do que cair por contacto com alguém que impediria sua aproximação a Deus. Seguro que Jesus era sua única esperança, ela estava ainda insegura se ele a ajudaria. As outras avenidas de buscar restoração e cura estavam fechadas. Jesus era sua única esperança.

Decidiu jogar seguro. Manteria sua condição em sigilo. Faria seu caminho pela multidão, chegar junto a Jesus, esticaria a mão, tocando a roupa do mestre. Se nada acontecesse, não teria perdido nada. Se fora curada, teria sido de grande proveito. De outra forma, ela teria que humilhar-se publicamente, expondo-se a ridicularização e implorar a Jesus por sua atenção e ajuda. Tinha o suficiente no seu prato sem tudo isso. Não tinhaa coragem ou força a reviver tudo, revisando outra vez a sua história. Que faria se contasse tudo e Jesus não a ajudasse?

Melhor vir a ele em sigilo, tocar sua roupa e seguir com sua vida. Seguro estaria tocando o povo a seu redor, eles a tocariam e estariam também impuros. Que diferença faria, desde que não soubessem o que se passava? Não estariam tentados a abusá-la em ritos de fertilidade, já que não saberiam de sua condição. Teria que pedir perdão a Deus e já.

Jesus já estava ocupado quando se meteu a meio da multidão. Estava cercado da pressão de gente que o seguiam constante. Jairo pôde conseguir a atenção de Jesus pois era um homem importante da sinagoga. Jesus tinha embarcado numa missão à casa de Jairo, para curar sua filha. A filha havia nascido na época de que a homorragia da mulher havia começado. Não interferia com a cura da menina. Apenas se meteria perto de Jesus, tocaria a borda de sua roupa e logo seguiria seu caminho em alegria e saúde, ou de volta à sua cela de solidão.

Jesus não a deixou sair ileso. Parou a processão perguntando quem o havia tocado. Medo e temor a apanharam de inmediato. Podia simplesmente esconderse? O que faria Jesus ao reconhecer que o havia tornado ritualmente impuro? Ela não veio à frente de inmediato. Medo segurava sua língua. Ao reconhecer que não havia como escapar, veio à frente humilhada para contar sua história.

A resposta de Jesus ere inesperada. Deveria estar furioso. Deveria ter sentido abusado. Era para ser uma grande afronta que ela o tivesse tocado, comunicando-lhe sua impureza ritual. Sua resposta foi amor e a comunicação de graça. Ele tinha vindo, depois de tudo, pelos caídos entre nós. Ele veio por aqueles que eram presa e vítima dos que procuravam poder à custa dos demais. Nunca mencionou preocupação sobre impureza ritual. Simplesmente referiu-se à sua fé—sua confiança que Deus podia lidar com o que a outros era impossível. Graça estava à sua disposição, por causa do amor de Deus pelos caídos do mundo. Estamos prontos a oferecer graça àqueles ignorados ou empurrados de lado pelas rotinas da vida? Afina de contas, foi por amor àqueles que se encontram caídos à beira do caminho que Jesus veio oferecer graça em primeiro lugar. Ajuntaremo-nos a ele nessa missão de amor?

—©2009 Chrístopher B. Harbin

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