Digno de Confiança

1 Samuel 17:32-49; Salmo 9:9-20; Marcos 4:35-41; 2 Coríntios 6:1-13

Rev. Chrístopher Harbin, Central Baptist Church—Lowesville, VA

12 de junho de 2009

Porque é que o confronto de Daví com Golias parece-nos um exemplo supremo de fé, porém o ministério de Paulo entre os Coríntios não? Parece que a ameaça e perigo físico nos falam mais alto que outros tipos de perigos e ameaças. Somos mais atentos em momentos críticos do que frente a assuntos perenes que ameaçam as nossas vidas ou qualidade de vida. Facilmente identificamos um ataque cardíaco como problema. Cedendo a maus hábitos que contribuem a ataques cardíacos, porém, é uma prática que até encorajamos.

Os eventos da semana pasada entre a população do Irã é um bom caso em análise. O mundo agora está ciente da brutalidade exercida sobre um povo protestando resultados de uma eleição que creem ter sido manipulado. Muitos hemos visto imagens clandestinas que retratam uma percepção do abuso de força sobre um povo erguendo-se a clamar por direitos de livre expressão. Reconhecemos a ameaça de danos físicos e morte para manter o povo sob controle do regime atual. Anos de opressão, porém, nem sempre contribuem a mesma mensagem como a de um momento crítico como este.

É, porém, no trascurso largo de opressão que a confiança fala mais alto e com maior dificuldade do que em momentos de crise. Em tempos críticos, os assuntos se veêm revelados mais nitidamente. Podemos conhecer e identificar facilmente um enemigo e a origem da ameaça. Em tempos críticos, é mais facil distinguir aquilo que nos ameaça e avaliar a sua severidade.

Não quer dizer que a crise sempre identifica o enemigo claramente. Golias era obviamente um enemigo do povo de Israel. Nem tão claramente, porém, se enxerga que Saul tinha-se tornado tanto enemigo do povo como Golías. Saul estava negando suas responsabilidades como Rei de Israel. A responsabilidade para encarar o campeão filisteo era dele. Ao apontar-lo como Rei de Israel, o maior qualificante era de que fora cabeça e ombros maior que o resto do povo. Era rei por ser o campeão de Israel. Em vez de aceitar a sua responsabilidade, no entanto, oferecia recompensa a outro que encarasse o enemigo em seu lugar.

A curto prazo, Golias era o enemigo óbvio. A longo prazo, porém, era maior problema para a nação que Saul negasse a sua responsabilidade. Enquanto Saul vivia em medo, timidez e o desejo de manter-se em segurança, Daví tinha segurança no confiar em Iavé como a práctica de sua vida. O momento de perigo crítico era um que encarava por questão de uma práctica de confiança diária.

Demonstrações públicas no Irã começaram, não simplesmente por questão de um momento crítico, mas porque indivíduos tem levantado a questionar abusos e opressão. Tem sido repreendidos por seu falar e oposição aos líderes estabelecidos do país. A diferença nas demonstrações públicas, porém, é que agora outros tem juntado as vozes aos poucos desafiando o poder. Leva coragem para que um povo responda de tal forma. Leva mais coragem, no entanto, viver em oposição contrária à maré no lado anterior à oposição pública—a levantar-se quando outros não se propõem a levantar-se em solidariedade.

Tal era o contexto do ministério de Paulo entre os coríntios. Paulo se opunha à maré. Às vezes o enemigo era uma força visível alinhada contra ele, como certos judeus incitando tumultos y tendo-o apreendido. Em base diária, porém, Paulo deu frente a forças de oposição menores. O perigo mais grave para Paulo e o evangelho não vinha tanto de fora como dos mesmos crentes em Corinto. Demais deles queríam apenas que o evangelho fosse gostoso e de conforto à sua forma de vida estabelecida. Queriam que o evangelho apoiasse seus assuntos e preferências pessoais, não que guiasse o enfoque do seu viver. Não queriam que Jesus interferisse com sua posição social, seus padrões de entretenimento e seus prazeres privativos. Devia, depois de tudo, endereçar-se a questões eternas, não diárias.

Paulo os tinha trazido ao evangelho com sua mensagem de liberdade e reconciliação com Deus. Tinham aceito a Jesus como fonte de bênção, a graça como licensa a viver conforme queriam e a Deus como desinteresado em conformá-los a qualquer padrão de conduta e serviço fiel. Não queriam que as boas novas interferissem com suas finanças. Não queriam deixar que o amor ditasse o satisfazer necessidades de crentes noutra parte. Não queriam assumir resposabilidade por cuidar daqueles que os serviam. Queriam ser servidos, mas recusavam a sua responsabilidade de servir.

É facil afundar no conforto de circunstancias conhecidas, padrões de vida e rotinas de hábito. É simples ser envolvidos nos padrões habituais da vida e presumir as bênções de Deus, com seu cuidado e apoio frente às nossas escolhas. É outra coisa deixar que os padrões razos de nossa existência chegem face a face com a completa identidade de Cristo Jesus.

Daví enfrentou a Golias, não como adolescente armado de um badoque, mas representando a Iavé, Deus de Israel, deparando-se contra um que blasfemava o nome de Iavé. Era questão de confiança em Iavé como digno toda sua confiança. Paulo falou aos coríntios não como quem tinha trabalhado entre eles, mas como representante do Jesus Cristo a quem os tinha chamado em fé. Os discípulos entraram no barco na confiança de conhecer os cabos, os ventos e os meios de velar sobre a água. Era uma surpresa quando chegaram face a face com a realidade de quem estava no barco com eles.

Tinham se acomodado com Jesus—ou o mais acomodado que um pode estar com Jesus em seu meio. Estavam ajustando-se a Jesus como curador, operador de milagres e mestre. Estavam estabelecendo as rotinas de ouvir a pregação de Jesús e logo que as explicasse em privativo. Estavam agora cómodos com controlar as multidões e a necessidade de escapar as massas. A vida não era tão confortável quando Jesus a interrompia com uma lembrança da presença tangível de Deus no seu meio.

É uma coisa seguir um profesor, aprendendo suas parábolas, seus ditos e apreciando sua abilidade com palavras e pessoas. É uma coia olhar a Jesus como um bom homem, professor e meio de aprender sobre Deus como aprenderíamos algo referente à lua ou uma estrela distante. É coisa completamente outra encontrar que o Jesus a seu lado no barco comanda e ventos e ondas obedecem à sua voz. Clama por uma nova apreciação no nosso relacionar com Jesus. Em tais momentos críticos nos deparamos frente aos padrões do nosso viver, analizando como procederemos ao futuro.

Não estamos em perigo físico a partir da presença de Deus. Não precisamos temer. Tampouco é algo a se ignorar ou definir sem importancia estar na presença de Deus. Deveria ser um chamado a reconhecer Àquele digno de nossa confiança.

Os discípulos estavam confiados com a multidão na colina. Estavam confiados no barco sobre a água. Era quando chegaram a dar-se com a realidade da presença de Deus em Jesus que medo e incerteza robaram o vento de suas velas. Não estavam prontos a encarar a realidade da identidade de Jesus e a presença de Deus. Estamos nós prontos a encarar os gigantes de nossa responsabilidade ante a presença de Jesus Cristo? Estamos prontos a confiar no Único digno de nossa completa confiança?

—©2009 Chrístopher B. Harbin

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