Baptist Women in Ministry(Mulheres Batistas no Ministério)http://www.bwim.info/index.php/welcome - ver Resources
Carolyn Goodman Plampin http://home.netcom.com/~cplampin/

Série-Lições sobre a Mulher Cristã
Revisado 23 de fevereiro de 2007
Baptist Women in Ministry (Mulheres Batistas no Ministério)
c/o The McAfee School of Theology
3001 Mercer University Drive
Atlanta, GA 30341
011-678-547-6475
BWIM Web Site (http://www.bwim.info/index.php/welcome)
Enviar correio eletrônico para BWIM (bwim@hotmail.com)
Autora
Dra. Sheryl Ann Dawson Adams
ThD Teologia, New Orleans Baptist Theological Seminary
Missionária da Junta Missionária Internacional da Convenção Batista do Sul
Escola de Castelhano, Costa Rica, 1984, Argentina 1985-1994
Professora de História da Igreja e Teologia,
School of Divinity, Gardner-Webb University
P. O. Box 817
Boiling Springs, NC 28017
001-704-434-4399
Enviar correio eletrônico para
Dr. Sheryl Ann Dawson Adams (sadams@gardner-webb.edu)
Se este fosse um artigo tradicional sobre autoridade, eu o escreveria
muito diferente. Falaria sobre a autoridade nos Antigo e Novo Testamentos.
Falaria sobre o uso e abuso da autoridade e sua relação chegada, o poder,
na Bíblia. Teria um setor sobre a autoridade de Jesus, outro sobre a
autoridade da igreja. Trataria de que maneira a Bíblia é compreendida e
crida a ser autoritária. Arrazoaria que, finalmente, quando tudo já foi
dito e feito, que toda autoridade pertence a Deus.
Esta não é, entretanto, um artigo tradicional sobre autoridade. Este é um
artigo sobre autoridade e o assunto inteiro de mulheres no ministério. De
fato, duvido seriamente que eu estaria escrevendo este artigo se não
houvesse aqueles que acreditam, baseados em uma maneira determinada de
interpretar a Bíblia, que eles têm a autoridade de proibir mulheres de
ocupar certos cargos e desempenhar certas funções na igreja. É verdade
que eles têm o poder de proibir mulheres de gozar dos plenos privilégios
dentro da igreja. Se eles têm a autoridade é outro assunto.
Parece-me que nossos problemas são provenientes de maneiras diferentes de
ver a Bíblia. Todos nós acreditamos que a Bíblia é autoritária. Alguns de
nós, entretanto, em nosso desejo de afirmar a singularidade da Bíblia têm
a separada do seu desenvolvimento histórico. De fato, algumas pessoas são
perturbadas com a idéia de que a Bíblia tem um elemento histórico. É
impossível, entretanto, ler a Bíblia inteira e não perceber que a matéria
escrita que nós chamamos Bíblia, se desenvolveu dentro de comunidades de
fé - primeiro na nação de Israel, mais tarde na Igreja Cristã Primitiva.
À medida que desenvolveu a arte de escrever, os Israelitas, debaixo da
liderança de Deus, começaram a registrar em forma escrita sua história
religiosa. Temos alguma parte do que escreveram, mas não tudo. Da Bíblia,
podemos ver que eles tinham mais matéria disponível: as Crônicas dos Reis
e Israel e Judá (2 Reis 14:28), as crônicas dos profetas, Nata e Gade, (I
Crônicos 29:29) um
livro chamado, O Livro das Guerras do Senhor (Números 21:14). Nem temos
uma carta que Paulo escreveu que está mencionada em Colossenses 4:16.
Vemos que o acervo de literatura religiosa disponível a eles foi maior do
que aquele que está disponível a nós. Podemos também ver das muitas
anotações editorais (por exemplo, “naqueles dias” ou “até o dia de hoje”,
são duas dicas que material tem sido redigido) que a possibilidade pelo
menos existe que material mais antigo pode ter sido redigido por mãos mais
tarde.
A conclusão do fato de que a Bíblia desenvolveu, e não caiu do céu
completamente escrita, é que ela pode as vezes refletir a maneira de
pensar, a atitude, a teologia das comunidades em que desenvolveu. Se nós
aceitarmos uma teoria de inspiração que diz, “se a Bíblia o diz, Deus o
diz”, criamos, sem necessidade, muitos problemas para nós mesmos. Deus
não fez cada declaração que achamos na Bíblia. Mesmo quando está claro
que Deus fez uma declaração, precisamos fazer certas perguntas a respeito
dela de maneira a compreender a intenção de Deus. Um bom exemplo do que
estou falando é a declaração de Jesus em Mateus 26:11, “Porquanto os
pobres sempre os tendes convosco....” Aceito ao pé da letra, podia se
dizer que Jesus está dizendo que não há nada que qualquer um pode fazer
para lidar adequadamente com o problema dos pobres porque Jesus (quer
dizer, Deus) disse que os pobres sempre haveremos conosco. Um segundo
passo lógico a tomar é pensar que não adianta tentar erradicar a pobreza
como quase que parece ser a vontade de Deus que nós haveremos sempre os
pobres conosco. Se, entretanto, compreendemos a declaração de Jesus à luz
do contexto do Antigo Testamento do qual saiu (Deuteronômio 15:1-11,
Levítico 25, e outras passagens do Antigo Testamento que lidam com o
Jubileu), vemos que, com esta declaração, Jesus estava de fato condenando
seus ouvintes judeus. Os judeus sempre haveriam os pobres com eles porque
eles não tinham sido dispostos a praticar o Jubileu que Deus tinham lhes
ordenado a praticar de modo a ter justiça econômico. Vemos disso que em
qualquer tempo que tentamos compreender, ou dar uma resposta para, ou
interpretar qualquer declaração por Deus ou Jesus, fazemos bem em
compreender a declaração à luz da Bíblia inteira, não simplesmente ficando
só.
As vezes Deus falou e deu ordens que Deus esperava o povo obedecer. Até
com uma ordem, entretanto, precisamos decidir se Deus intentava que todos
as pessoas, em todos os lugares, em todos os tempos obedecessem a ordem,
ou somente um determinado povo em um determinado tempo e lugar. As leis
dietéticas no Antigo Testamento, por exemplo, são exemplos bons e claros
das ordens que Deus intentava para certas pessoas em um certo tempo e
lugar. A visita de Deus ao Pedro no eirado em Atos 10:9-16 torna claro
que estas leis são canceladas; tornando possível Judeu e Gentio comer
juntos, que, claro, tornaria muito mais fácil para os Judeus serem
testemunhas aos Gentios.
As declarações que achamos no Novo Testamento que parecem indicar que
mulheres não podem ensinar, ter autoridade sobre um homem, ou falar na
igreja (1 Coríntios 14:34-38, 1 Timóteo 2:11-15) nos apresentam vários
desafios. Primeiro precisamos decidir se declarações feitas por um
seguidor de Jesus tenham o mesmo peso, ou tenham a mesma autoridade,
como declarações feitas por Jesus? Feita esta pergunta separada do assunto
de mulheres e ministério, a maior parte dos Crentes iriam dizer não. Por
que, então, precisamos perguntar, as declarações neste contexto se tornam
tão “autoritárias”? Próximo, precisamos decidir se Deus, que tem permitido
as declarações ficar na Bíblia, intenta que eles sejam observadas por
todas as pessoas, em todos os lugares, em todos os tempos. Se respondermos
sim àquela pergunta, temos arranjado problemas para nós mesmos, porque
então precisamos dizer que, no Novo Testamento, temos exemplos de mulheres
que estão quebrando as ordens de Deus por ensinar, falar e orar na igreja,
e por ter papeis de liderança na igreja. É para estes exemplos de mulheres
no Novo Testamento que aqueles que insistem que mulheres hoje não têm as
mesmas oportunidades e privilégios precisam dar uma resposta, ou uma
interpretação.
Porque não podemos dizer da Bíblia o que sabemos da vida? Pessoas são
diferentes. Pessoas diferentes vivem a vida diferentemente, vejam as
coisas diferentemente, interpretam a Bíblia diferentemente. O mesmo foi
obviamente verdade para as pessoas que escreveram a Bíblia, e para as
pessoas que estavam vivendo as suas vidas naquele tempo e cujas
experiências se tornaram parte da matéria bíblica. A sociedade delas foi
quase que completamente orientada para com o homem, no entanto, alguém
escreveu, debaixo da liderança de Deus, o primeiro capítulo de Gênesis.
Se tivéssemos somente Gênesis um, seria impossível negar a igualdade das
mulheres debaixo de Deus. Homem e mulher foram criados no mesmo ato da
criação e dados os mesmos mandamentos, privilégios, e responsabilidades.
Um resultado do pecado tem sido que os sexos tem achado difícil viver como
iguais. Este é um dos temas que Gênesis dois explora.
No Novo Testamento, achamos quase que a mesma situação que achamos em
nossas igrejas hoje. Algumas igrejas estavam mais abertas à liderança de
mulheres do que eram outras, e isto a Bíblia reflete. A Bíblia não ensina
a subordinação de mulheres, ao contrário reflete que mulheres casadas eram
pedidas a se submeterem voluntariamente à autoridade de seus maridos em
certas situações. Não devemos interpretar esta reflexão de como as coisas
estavam em algumas situações para insistir que a Bíblia ensina que cada
mulher deve ser subordinada a cada homen em cada situação. Isto é uma
representação falsa do que achamos.
O que é que achamos. O que é que a Bíblia nos reflete a respeito da
relação de homens e mulheres durante o tempo em que a Bíblia estava
chegando a ser? Não é algo como o seguinte: O mundo foi dos homens. Os
homens eram os sacerdotes e reis. Homens tiveram o voto e o poder. Com
raras excepções, uma mulher achou seu lugar na sociedade através da sua
relação com um homen na sua vida. Há na Bíblia, entretanto, uns poucos
exemplos em que um homen procura uma mulher e se submete à sua liderança
(autoridade?).
O exemplo mais óbvio disto é a história que achamos de Débora e Baraque em
Juízes 4. De fato, Débora domina esta história de tal maneira que a maior
parte dos Cristãos nem seriam capazes de dar o nome do general masculino
sem procurar a história. Débora é a profetisa. Os homens tiveram o poder
de a impedir de ser uma sacerdotisa. Eles não podia a impedir de ser uma
profetisa, porque o Espírito de Deus não podia ser controlado. O Espírito
veio para quem Deus escolheu. Ele é uma profetisa e ela está julgando o
povo. Ela mandou chamar Baraque e ele veio. Então ele insiste que ela va
junto com ele para a batalha, embora ele seja advertida de ante mão que o
resultado não trará glória para ele. Através do Espírito, Débora
determinou a estratégia do exército. No tributo a Débopra que achamos em
Juízes 5 vemos o reconhecimento que Débora foi a verdadeira líder do
exército naquele dia.
No capítulo 28 de 1 Samuel, Saulo procura uma necromante em Em-Dor. No
capítulo 34 de 2 Crônicos, aqueles em poder procuram a profetisa chamada
Hulda.
No capítulo 18 de Atos, versículo 24 e seguintes, lemos que Priscila,
junto com Áquila, ensinou Apolo. Aparentemente, Apolo recebeu de boa
vontade aquilo que Áquila e Priscila tiveram para oferecer. É bom que 2
Coríntios não tinha sido escrito ainda. Parece que Apolo não sabia que
uma mulher não deveria estar o ensinando.
Eu sou a primeira para admitir que os exemplos são poucos. Está bom. O
que é de admirar não é que temos somente poucos exemplos, mas que temos
um exemplo siquer, dada a dominação masculina daquele dia. O que estes
exemplos dizem para nós é que havia um lugar, mesmo naquela sociedade,
para uma mulher que estava claramente sendo usada por Deus. Ainda mais
admirável é que homens procuravam estas mulheres e se submeteram à
autoridade delas. A coisa mais extraordinária ainda é que as histórias,
ainda poucas, acharam o caminho para o relato escrito e não foram
apagadas por redatores mais tarde.
Estas histórias nos contam tudo que precisamos saber quando falarmos
sobre autoridade e o assunto de mulheres e ministério. A pergunta que
precisamos fazer é: Esta mulher está sendo usada por Deus para fazer o
trabalho de Deus? Se respondermos sim, então precisamos dizer que a mulher
tem a autoridade para fazer o que ela está fazendo, e neste caso seria
errado usar poder indevido para proibi-la de fazer aquilo que Deus está a
usando para fazer.
A Bíblia diz muito a respeito do poder. Um tema da Bíblia é a influência
como poder. Melhor expressado, influência é poder. A Bíblia reconhece o
impacto tremendo de mulheres sobre a sociedade, embora sua influência
seja muitas vezes usada atrás dos bastidores, para assim dizer. Acredito
que a razão principal que achamos a condenação tão severa na Bíblia da
mulher casada que é adúltera é que ela tem escolhida usar sua influência
na família e na sociedade por mal, em vez do que por bem. A verdade da
declaração que influência é poder é verdade para nós hoje também. Alguns
podem ter o poder a nos proibir de exercitar plenamente os dons que Deus
tem nos dado na igreja, mas ninguém tem o poder de nos proibir de usar
nossa influência para trabalhar para uma mudança no futuro.
Parece-me que uma palavra final precisa ser dita sobre a autoridade. Sinto
me segura em dizer que provavelmente cada Batista acredita que a Bíblia é
autoritária. Acreditamos na autoridade da igreja. Acreditamos que toda
autoridade, em último caso, pertence a Deus. O que geralmente não
continuamos a dizer (e com boa causa, porque geralmente não é necessário
dize-lo), é que não temos provas objetivas para afirmar a autoridade de
Deus. Qualquer declaração que fazemos a respeito de Deus é uma declaração
de fé. Acreditamos - ou temos fé - que Deus existe. O não crente acredita
- ou tem fé - que Deus não existe. Nenhum pode provar que o outro seja
certo ou errado. Acreditamos que Deus de alguma maneira foi envolvido na
produção e preservação da Bíblia. Acreditamos que Deus “fala” a nós através
da Bíblia de maneiras que não estão verídicas de outros livros - até
outros livros religiosos. Não podemos provar que isto é a verdade. “Saber”
em nossos corações é deveras autoridade subjetiva.
Porque acreditamos a Bíblia é uma autoridade para nós, nós tentamos
compreende-la à medida que a lemos. Algumas passagens são mais fáceis de
compreender do que outras. As vezes precisamos interpretar passagens.
Dizer que interpretamos uma passagem significa que não sabemos com certeza
exatamente o que a passagem significa, que estamos dando a melhor
explicação que podemos com a informação que nos foi fornecida. O caso é
que uma interpretação é justamente uma interpretação. Não é prova
indisputável que é isto o que o escritor bíblico estava tentando dizer.
O que estou tentando dizer é que interpretações não são provas objetivas.
Interpretações são mais como hipóteses que funcionam melhor enquanto
esperamos por mais informação a ficar disponível. Parece-me, dado que
interpretações de certas passagens são muito subjetivas e têm mudadas com
o tempo e muito provavelmente mudarão de novo, uma maneira melhor de
abordar uma compreensão de Deus, autoridade, e mulheres seria começar com
o que acreditamos que sabemos a respeito de Deus. Uma boa pergunta de
fazer seria: Acreditamos de verdade que Deus criou um sexo superior ao
outro? Acreditamos de verdade que a intenção de Deus foi que qualquer ser
humano iria governar qualquer outro ser humano? Não foi a intenção de Deus
que Deus iria governar todos os seres humanos, que são iguais debaixo de
Deus? Estaríamos dispostos a dizer que os Estados Unidos, “com liberdade
e justiça por todos”, toma uma posição mais firme para a igualdade do que
Deus?
De alguma maneira sabemos (prova subjetiva, clara) que igualdade é o ideal
de Deus. O autor de Gênesis um o acreditou. Jesus o acreditou. Paulo o
acreditou quando escreveu Gálatas 3:28. Se nos escritos posteriores de
Paul parece como se ele recuasse da sua posição de igualdade, o que se
deve fazer é descobrir porque ele fez isto, e não jogar fora igualdade de
baixo de Deus como o ideal.
Alguns tem sugerido que a Bíblia ensina igualdade de baixo de Deus e
papeis separados mas iguais no lar e na igreja. Um problema com esta
interpretação é que os papeis nunca são iguais. Os papeis para mulheres de
alguma maneira geralmente ficam os papeis que a maior parte dos homens não
querem. Outra problema com esta interpretação é que isto não é o que o
Novo Testamento ensina para determinar os papeis dentro da igreja. Na
igreja, Deus, através do Espírito, outorga cada Crente com um dom para ser
usada em edificar a igreja. Em nenhum lugar no Novo Testamento achamos
escrito que o Espírito outorgará certos dons somente para homens e outros
dons somente para mulheres. O critério do Novo Testamento para a possessão
de um dom é simplesmente perguntar: A pessoa tem o dom de __________? A
presença do dom foi a validação que o Espírito tinha dotada aquela pessoa
com aquele dom. Porque não podemos usar aquele critério em nossas igrejas
hoje? Se uma mulher tem os dons de pregar e pastorear, porque não podemos
acreditar que Deus tem a dado aqueles dons tão certo como Deus tem dado a
uma outra mulher ou homem o dom de uma bela voz? Qualquer “autoridade” que
temos como Crentes individuais é simplesmente a “autoridade” de usar os
dons que Deus tem nos dado. Nenhum de nós tem qualquer “autoridade” de
proiber outros Crentes de exercitar os dons que Deus tem os dado.
Guia de estudo para Autoridade e Mulheres no Ministério
- Para Sheri, é muito importante distinguir entre autoridade e poder.
Por que?
- Porque é tão importante levar a sério o desenvolvimento histórico da
Bíblia?>
- Você pode pensar de exemplos de outros mandamentos universais na
Bíblia? De outros que não são universais? Por que é tão importante ver
com cepticismo declarações como: “Se a Bíblia o diz, Deus o diz”?
- Porque é crucial compreender que as proibições contra mulheres que
achamos no Novo Testamento vem dos seguidores de Jesus e não de Jesus?
- De que maneiras nos “livra” quando compreendemos que o povo na Bíblia
provavelmente não eram muito diferentes de nós?
- O que é que as histórias de Débora e Hulda dizem para nós mulheres
hoje?
- Como é que você pessoalmente usa seu poder de influência? Quais
mudanças poderia você fazer na maneira em que você usa sua influência?
- Porque é perturbador falar de provas subjetivas em vez de objetivas
de Deus e autoridade?
- Quais os dons que Deus lhe tem dado a serem usados na igreja?
|